Estudantes criam jogos ambientados na Idade Média

Vários são os estímulos externos que nos ajudam no processo de aprendizagem ao longo da nossa vida. Pensando nisso, os alunos dos 7ºs anos, das unidades Centro e Portão, foram desafiados a unir a criatividade e o trabalho em equipe aos conteúdos das aulas de História sobre a era medieval, utilizando estratégias de gamificação no desenvolvimento de jogos pedagógicos, visto que gamificar a sala de aula torna o aprendizado mais dinâmico e significativo, além de estimular diversas habilidades, como a autonomia, socialização, raciocínio lógico, reflexão, posicionamento estratégico, concentração e, sobretudo, a competição saudável. Dessa forma,  os estudantes roteirizaram e criaram jogos analógicos de tabuleiro, utilizando como base a metodologia MDA (Mechanics, Dynamics and Aesthetics), que propõe a construção de artefatos lúdicos a partir de três aspectos essenciais: a mecânica, a dinâmica e a estética do jogo.

Como desafio, os estudantes criaram jogos ambientados na Idade Média, utilizando como referência os conteúdos que foram desenvolvidos em aula. O critério era ser um jogo de mesa (analógico) que simulasse ou retratasse a vida em um feudo ou uma cidade medieval. Os alunos poderiam, também, simular as batalhas medievais (Cruzadas).  Foram 15 jogos no total. A maioria optou pelo jogo de percurso, com largada e chegada, movendo as peças (ou avatares) de acordo o número do dado de seis lados. O diferencial foram as casas com direito a cartas especiais (com perguntas, desafios, missões, etc). Nesses jogos, ganhava o jogador que chegasse primeiro à última casa.

Sobre os jogos

Um dos jogos simulou um tabuleiro de xadrez, mas, ao invés das peças tradicionais, eles usaram fichas que correspondiam aos exércitos dos cristãos e muçulmanos. O objetivo deste jogo em específico era derrotar o exército inimigo na mesma lógica da movimentação das peças do xadrez. Em outro, cada jogador era um comerciante que tinha por missão aumentar sua frota de barcos e dominar o Mediterrâneo. Os jogadores, utilizaram, então, dados para mover os barcos, fichas para comprar barcos maiores e produtos para abastecer as feiras medievais. Houve também um jogo muito elaborado de RPG, sendo que cada aluno era de uma determinada classe de personagem: senhor feudal, servo, burguês, artesão ou saqueador, que deveria aumentar suas posses. Nesse, eles perdiam dinheiro ficando doentes (Peste Negra) ou sendo roubados ao passar de um feudo para o outro.

O resultado dessa experiência superou as expectativas e rendeu conhecimento e muita diversão!

Atividade desenvolvida pela professora Raquel.
     
2019-05-20T18:07:19+00:00 20 maio 2019|Sem categoria|